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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O tratamento do diabetes mellitus com metotrexato associado à nanopartícula lipídica LDE melhora acentuadamente o remodelamento cardíaco na miocardiopatia diabética.

Alyne França Marques, Maria Carolina Guido, Elaine Rufo Tavares, Marcelo Dantas Tavares de Melo, Vera Maria Salemi, Raul Cavalcante Maranhão
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

Introdução: A miocardiopatia diabética é caracterizada pelo aumento da rigidez miocárdica, hipertrofia dos miócitos, aumento da fibrose miocárdica, morte celular e disfunção diastólica. Previamente demonstramos que nanopartículas lipídicas (LDE) que se ligam aos receptores de lipoproteínas, aumentam a captação celular do metotrexato (MTX). O tratamento do MTX associado a LDE melhorou a função do ventrículo esquerdo (VE) e reduziu tamanho do infarto e remodelamento cardíaco em ratos submetidos ao infarto agudo do miocárdio. Assim, o objetivo foi investigar se a preparação LDE-MTX também tem efeito no remodelamento cardíaco em ratos diabéticos.

 

Métodos: DM foi induzida em ratos machos Wistar por dose única de streptozotocina 50mg/Kg I.V. Animais com glicemia < 300 mg/dL após duas semanas foram excluídos. Ratos DM foram distribuídos em 3 grupos: DM-LDE, tratados apenas com LDE; DM-MTXc, tratados com a forma comercial do MTX; DM-LDE-MTX, tratados com LDE-MTX. A dose do MTX foi de 1 mg/kg, I.P., semanalmente. Um grupo controle (CT) foi tratado com solução salina semanalmente por 6 semanas. Ao fim de 6 semanas de tratamento os animais foram sacrificados para análises ecocardiográfica e morfológica e da expressão proteica por Western blot.

 

Resultados: O tratamento com LDE-MTX diminuiu a glicemia em 27% (p<0,001) após as seis semanas de tratamento, em comparação com o grupo DM-LDE. LDE-MTX reduziu a hipertrofia cardíaca, o processo inflamatório, e fibrose miocárdica do VE. O tratamento diminuiu a expressão proteica de CD68, indicando diminuição da presença de macrófagos, e de TNF-α. LDE-MTX também diminuiu a expressão de colágeno I e do fator pró-apoptótico BAX. Além disso, o tratamento com LDE-MTX aumentou a expressão da enzima antioxidante catalase. Quanto ao tratamento com MTXc, não houve efeito significante em nenhum dos parâmetros medidos. Não houve toxicidade observável tanto no grupo tratado com LDE-MTX quanto no grupo MTXc.

 

Conclusão: O tratamento com LDE-MTX levou a melhora acentuada das causas do remodelamento e insuficiência cardíaca, quais sejam, a hipertrofia cardíaca, a fibrose miocárdica, o processo inflamatório, a apoptose e o estresse oxidativo. Esses resultados foram obtidos sem toxicidade aparente, de forma que a LDE-MTX pode se constituir em poderoso instrumento terapêutico para a miocardiopatia diabética.

 

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