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Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST em paciente de 22 anos relacionado a lúpus eritematoso sistêmico em uso de corticoide e anticoncepcional oral.

YURI TIMOTHEO BARANHUK, JAQUELINE MEDEIROS CHAIA, VANESSA MARIANO, NATHALIA SUZAN CAMARÃO SILVA MARTINS
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ - CUIABÁ - MATO GROSSO - BRASIL

introdução: Lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica multissistêmica de origem autoimune. O acometimento cardíaco é bastante comum, gerando quadros clínicos variáveis. No presente estudo, será relatado um caso de uma paciente muito jovem, diagnosticada com lúpus aos 12 anos, evoluindo, talvez pela contribuição de mais dois fatores de riscos (uso de corticosteroide e anticoncepcional oral “ACO”), para IAMSST.

Descrição do caso: Paciente T. L. L., 22 anos de idade, sexo feminino, branca, lúpica, em uso de prednisona 10 mg/dia de longa data e ACO de início recente, deu entrada em U.P.A. com queixa de dor anginosa típica associada a taquicardia e dispneia, relatando ter apresentado mesma dor um dia antes do atendimento, sem procurar serviço médico. Apresentava-se apenas taquicardica ao exame físico sem outras alterações significantes. Eletrocardiograma com presença de supra de ST em D1 e AVL e onda q patológica de V3 a V4, tendo como hipótese diagnóstica IAM SST sendo encaminhado ao serviço de referência aonde teve enzimas de necrose miocárdica positivas, ecocardiograma transtorácico com hipocinesia médio-apical de septo e parede anterior, e fração de ejeção de 52,3%.Realizado coronarioangiografia percutânea com inserção de stent convencional em artéria coronária descendente anterior, apresentando após procedimento, melhora clínica, tendo alta hospitalar em dois dias.

Conclusão: o LES é uma doença do tecido conectivo, de natureza autoimune, e que entre outros sistemas pode acometer o aparelho cardiovascular. Não é comum a ocorrência de oclusão coronariana levando a infarto agudo do miocárdio.³ porem a prevalência de sua ocorrência pode aumentar se somadas a outros fatores de riscos. Estudos mostram que o uso de corticosteroides também está associado ao aumento de eventos vasculares nesses pacientes4 5, assim como o uso de ACO que possuem ação direta sobre os vasos sanguíneos6. Por isso deve-se sempre levar em conta o risco-beneficio do uso de ACO nestes pacientes e o acompanhamento cardiológico deve ser periódico no intuito de prevenir desfechos graves, como o ocorrido.

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