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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Qualidade de vida em pacientes com angina refratária: um estudo do impacto do sofrer sobre o viver

Fernanda Magalhães Santos Marinho, Luciana Oliveira Cascaes Dourado, Gustavo Trindade de Queiroz, Renato Palácio de Azevedo, José Eduardo Krieger, Luiz Antonio Machado César, Luís Henrique Wolff Gowdak
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Angina refratária é uma condição crônica altamente debilitante caracterizada por sintomas anginosos (ou equivalentes) que não podem ser controlados pela combinação de agentes anti-anginosos em pacientes com impossibilidade de procedimentos de revascularização (percutânea ou cirúrgica). Desconhece-se a real extensão do impacto do sofrer diário sobre a Qualidade de Vida (QV) dos pacientes afetados.

Métodos: Foram estudados 31 pacientes com diagnóstico de angina refratária em acompanhamento em centro especializado. A QV foi avaliada atraves do Questionário de West Haven-Yale Multidimensional Pain Inventory (WHYMPI), um instrumento bem validado para avaliação psicológica e comportamental do impacto da dor crônica sobre importantes dimensões da atividade humana. Os pacientes, através deste instrumento, são avaliados em três grandes domínios: I. Análise de múltiplas variáveis relacionadas à experiência da dor crônica; II. Análise de respostas externas recebidas diante do viver com dor crônica; e III. Engajamento físico e social em atividades do dia-a-dia. As respostas dadas pelos pacientes envolvem uma escala de 7 pontos. Para cada aspecto, calculou-se a média±desvio-padrão.

Resultados: A idade média dos pacientes foi 60±11 anos, com predomínio do sexo masculino (80,6%). No momento da entrevista, houve predomínio da classe funcional de angina I-II (83,9%). A Figura abaixo mostra os escores obtidos nos diversos domínios agrupados por setor. Os maiores comprometimentos foram observados nos quesitos 8 (Respostas Distrativas), 10 (Tarefas Externas), 11 (Tarefas Distrativas), 12 (Atividades Sociais) e 13 (Atividade Geral). Por outro lado, merece destaque a elevada pontuação dos quesitos 2 (Sentimento de Apoio) e 4 (Controle da Vida).

Conclusão: Pacientes com angina refratária apresentam grande limitação física em função do desencadeamento dos sintomas anginosos. Por outro lado, o caráter crônico da doença e a percepção externa do sofrer desses indivíduos leva a que sentimentos de apoio possam se manifestar, permitindo um maior controle de vida por parte dos afetados.

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