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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Fatores preditores de mortalidade hospitalar em pacientes idosos submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio

Guilherme Augusto Teodoro Athayde, Fernanda Paiva Trovão, Genício Montibeller, Gustavo de Araújo Silva, Igor Francisco Souza de Freitas, Guilherme D’Andrea Saba Arruda, Vivian Lerner Amato, João Ítalo Dias França
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: A compreensão da heterogeneidade dos idosos, o conhecimento dos preditores de mortalidade ao se submeterem à cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) e as formas especiais de tratamento desta população criam os instrumentos necessários para melhorar a assistência. Métodos: Foram analisados ​​1.316 pacientes com idade igual ou superior a 70 anos, submetidos à CRM isolada no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2014, a partir da base de dados. Os pacientes foram inicialmente divididos em três grupos principais, de acordo com a faixa etária em que se encontravam no momento da cirurgia. O desfecho primário considerado foi a morte hospitalar por qualquer causa. As variáveis ​​foram analisadas de forma univariada e multivariada. A comparação entre os grupos foi realizada pelo teste de Mann-Whitney, para as variáveis ​​quantitativas, e pelo teste exato de Fisher ou teste qui-quadrado de Pearson para as variáveis ​​qualitativas. Para a análise multivariada, foi realizado o modelo de regressão logístico. Resultados: Pacientes com mais de 80 anos tiveram mais lesões de tronco de coronária esquerda (36,6%), com significância estatística (p = 0,004). A morte ocorreu em 133 (10,1%) dos pacientes estudados, sendo estatisticamente mais freqüente na faixa etária acima de 80 anos, com 32 casos relatados (p <0,001). O IAM peri-operatório ocorreu em 4,3% e acidente vascular cerebral em 2,6%, sem diferença entre os grupos. Os sinais clínicos / ecocardiográficos de disfunção ventricular esquerda (DVE) associados à insuficiência cardíaca clinicamente manifesta foram observados em 11,3% dos indivíduos, sendo mais freqüentes no grupo acima de 80 anos (p = 0,013). Delirium (p = 0,022), lesão renal aguda (LRA) (p = 0,008) e coagulopatia que requereu transfusão de hemoderivados (p = 0,03) também foram mais prevalentes neste grupo. O grupo de indivíduos acima de 80 anos apresentou LRA pós-operatória, desenvolvimento de sinais clínicos / ecocardiográficos de DVE pós-operatória, idade superior a 80 anos por si mesma e tempo de ventilação mecânica prolongado (superior a 48 horas) como fatores independentes de mortalidade por análise multivariada. Conclusões: Em nosso estudo, ser maior de 80 anos foi um fator independente de mortalidade em pacientes submetidos à CRM isolada. A apresentação de complicações pós-operatórias, tais como coagulopatia que necessitava de transfusão de hemoderivados, ventilação mecânica prolongada (≥48 horas) e sinais pós-operatórios de DVE neste grupo estava fortemente relacionada à mortalidade.

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