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Estenose Aórtica de Baixo-fluxo Baixo-gradiente com Fração de Ejeção Preservada ou Reduzida: Análise de Desfechos Após Implante Transcateter de Valva Aórtica

Tannas Jatene, Vitor Rosas, Fernanda M Mangione, Luiz A F Carvalho, Dimytri A Siqueira, Pedro A Lemos, Luiz E K São Thiago, Vinicius Esteves, Flavio Tarasoutchi, Fábio Sândoli de Brito Jr
Registro Brasileiro de TAVI - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Dados acerca da prevalência e impacto dos subtipos de estenose aórtica (EA) nos resultados após implante transcateter de valva aórtica (TAVI) permanecem escassos e controversos na literatura.

Métodos: Pacientes incluídos noregistro brasileiro de TAVI foram divididos em 3 subtipos de acordo com a fração de ejeção (FE), área valvar aórtica (AVA) e gradiente médio (GM): 1) baixo-fluxo baixo-gradiente (BFBG): FE 40%, GM ≤1 cm2; 2)  baixo-fluxo baixo-gradiente paradoxal (BFBG-P): FE 50%, GM ≤1 cm2 e 3) alto gradiente(AG): GM 40 mmHg, AVA 1 cm2. Os desfechos foram os compostos definidos pelo Valve Academic Research Consortium (VARC) 2: eficácia clínica em 1 ano (mortalidade geral; acidente vascular cerebral; hospitalização relacionada a válvula ou insuficiência cardíaca; NYHA classe funcional III/IV; disfunção relacionada com a válvula) e segurança aos 30 dias (mortalidade geral; acidente vascular cerebral; sangramento com risco de vida; insuficiência renal aguda estágio 2 ou 3; obstrução da artéria coronária requerendo intervenção; complicação vascular maior; disfunção exigindo novo procedimento).

Resultados: Foram incluidos nessa análise 657 patientes, sendo 64 (9,7%) BFBG, 71 (10,8%) BFBG-P e 522 (79,5%) AG. O grupo BFBG eram mais frequentemente do sexo masculino, tinham maior prevalência de doença coronária, infarto prévio, fibrilação atrial, bloqueio de ramo esquerdo, hipertensão pulmonar e insuficiência mitral. O grupo BFBG-P apresentou maior média de idade, maior EuroScore e mais frequentemente bloqueio de ramo direito. O grupo AG era menos sintomático (NYHA III/IV), e com menor EuroScore. O VARC 2 composto de segurança aos 30 dias ocorreu respectivamente em 15,6%, 15,5% e 21,6% (p=0,293). Em relação ao VARC  2 composto de eficácia clínica em 1 ano, tendo como referência o grupo BFBG, regressão de Cox revelou HR 0,69 (p=0,372) para o grupo BFBG-P e HR 0,57 (p=0,062) para o grupo AG (Figura 1). Análise multivariada revelou que os subtipos de EA não são preditores dos eventos compostos.

Conclusão: Pacientes com BFBG e BFBG-P apresentam segurança aos 30 dias e eficácia em 1 ano semelhante aos pacientes com AG, quando submetidos à TAVI. O grupo AG revelou uma tendência a melhor eficácia, que deverá ser confirmado em maiores coortes.

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