Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Rastreamento de Fatores de Risco Cardiovascular em Estudantes de Medicina do Sexo Feminino do Ciclo Básico

Bandeira, LLB, Borges, IP, ANJOS,ILPB, SANTOS, CT, SILVA, CPO, MACEDO, TLS, REBELLO, DM, RABELLO, E., NETO, ARB, DANTAS, PRS
Universidade Severino Sombra - Vassouras - Rio de Janeiro - Brasil

Introdução: A doença coronária pode ser clinicamente diferente em mulheres quando comparadas aos homens sendo subdiagnosticada e tratada. Mundialmente, doença cardiovascular (CV) e acidente vascular cerebral (AVC) são as principais causas de morte no sexo feminino com 8,6 milhões de mortes por ano pela literatura. O estudo tem como objetivo identificar a prevalência dos fatores de risco CV e de acidente vascular cerebral, além do grau de autoconhecimento desses na população de estudantes de medicina do sexo feminino do ciclo básico do curso de medicina.

 

Métodos: Realizou-se um estudo observacional e transversal através da utilização de um questionário anônimo contendo 34 perguntas de respostas rápidas com os seguintes temas: idade,  nível de estresse, hábito tabágico, hipertensão, dislipidemia, inatividade física, obesidade e história familiar de doença CV, gravidez, menopausa, consultas ginecológicas e cardiológicas, efetuando um ponto. 

 

Análise estatística: Aqueles que obtiveram um escore ≥ 2 pontos em respostas positivas ou desconhecimentos foram incluídos no grupo de risco. 

 

Resultados: Do total de 159, a média das idades foi de 20,62 anos. O nível de alto de estresse foi mencionado em 44.0%; hábitos tabágicos 3.78%; hipertensão 97.5% (1.25% não sabiam informar a condição); 76.7% haviam feito o exame de colesterolemia (10.0% mencionaram ter o colesterol total >200 mg/dL e 33.3% não sabiam; 12,6% reportaram HDL < 45 mg/dL e 62.9% não sabiam); 89.9% haviam medido a glicemia (1.88% afirmaram glicemia >126 mg/dL e 4.82% não sabiam); IMC foi calculado em apenas 88.7% que informaram a altura e a idade: 12.57% com IMC> 25; 1.25% possuem história de infarto de miocárdio; 10.68% possuem histórico positivo para doença CV em homens e 6.28% em mulheres da família; 45.3% afirmam inatividade física; 56.6% indicaram ≥2 sintomas de fatiga, palpitações, falta de ar, desmaio, dor nas pernas, desconforto no peito, pescoço, mandíbula ou ombros com esforço ou não (1.25% não responderam); menopausa 2.51% (1.88% não responderam); 0.62% afirmaram gravidez passada (1.88% não responderam); 79,9% fazem acompanhamento anual com ginecologista e 7,54% com cardiologista. 

 

Conclusão: Foi estabelecido que 98.75% das estudantes entrevistadas obtiveram ≥2 pontos. Elas devem ser empoderadas, já que estão em idade jovem e são consideradas multiplicadoras do mesmo conhecimento relacionado com a futura profissão. Dessa forma, cerca de cem por cento das entrevistadas foram incluídas no grupo de risco CV, demonstrando desconhecimento acerca da saúde pessoal.

 

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

XXXVIII Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

15, 16 e 17 de junho de 2017
Transamerica Expo Center | São Paulo - Brasil