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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Relação entre o espessamento da camada média-íntima carotídea e a sensibilidade barorreflexa em pacientes com doença arterial coronária e diabetes mellitus tipo 2

Gois, MO, Simões, RP, Santos, PR, Linhares, SN, Kunz, VC, Driusso, P, Hirakawa, HS, Porta, A, Catai, AM
Universidade Federal de São Carlos - São Carlos - São Paulo - Brasil, Università Degli Studi di Milano - Milão - Lombardia - Itália

Introdução: o espessamento da camada média-intima (EMI) das artérias carótidas e a redução da sensibilidade barorreflexa (SBR) são importantes preditores de futuros eventos cardiovasculares (CV). Tais comprometimentos podem estar presentes na doença arterial coronária (DAC) e no diabetes mellitus (DM), sobretudo pelas alterações morfofuncionais e autonômicas trazidas por estas doenças, entretanto não é sabido se existe uma relação entre esses preditores de saúde. Métodos: o estudo avaliou a correlação entre EMI e a SBR em pacientes com DAC (DAC, n=18), com DAC e DM tipo 2 (DAC-DM, n=19) e DM tipo 2 (DM, n=21). O EMI foi avaliado por meio de transdutor linear de 12 MHz (GE Medical Systems) em repouso nas artérias carótidas comuns direita e esquerda (1 cm de distância da bifurcação carotídea) e as placas ateroscleróticas foram excluídas das medidas. O EMI da parede distal foi avaliado como a distância entre as interfaces lúmen-intima e média-adventícia. As flutuações espontâneas do período cardíaco (PC), da pressão arterial sistólica (PAS) e da respiração foram registradas por ECG, dispositivo pletismográfico de dedo e cinta respiratória, respectivamente e todos os sinais foram acopladas à placa PowerLab 8/35 (ADInstruments). A SBR foi analisada por meio de modelo baseado no circuito fechado (closed-loop gain - αCL), em repouso na posição supina (SUPINO) e durante ortostatismo ativo (ORTO), ambos por 15 minutos e de acordo com os padrões de análises de curta duração do controle CV. Análise de variância de uma via foi aplicada para verificar as diferenças entre os grupos em relação à idade e variáveis antropométricas e teste de Spearman para verificar a correlação entre o EMI e a SBR. Resultados: não houve diferença entre os grupos em relação à idade (DAC:57±6 vs DAC-DM:55±13 vs DM:55±5 anos), estatura (DAC:1,67±0,07 vs DAC-DM: 1,61±0,40 vs DM: 1,70±0,08 m), massa corpórea (DAC:76±16 vs DAC-DM: 77±19 vs DM:82±14 kg) e índice de massa corpórea (DAC:27±4 vs DAC-DM:26±6 vs DM: 28±4 kg/m2). Foi observada correlação negativa entre a SBR e o EMI direito (r=-0,289p=0,02) e esquerdo ((r=-0,348p=0,007), ambos na posição ORTO. Não foi observada correlação significativa entre o EMI direito (r=-0,113p=0,395) e esquerdo (r=-0,246p=0,06) com a SBR na posição SUPINO. Conclusão: há uma relação entre o EMI e a SBR durante ortostatismo ativo.  Os dados sugerem que as alterações do controle barorreflexo cardíaco estão relacionadas com alterações morfofuncionais das propriedades vasculares dos vasos que ocorrem em pacientes DAC e DM, seja de forma isolada ou conjunta.  

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