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Trombose aguda de stent manifestada com alteração eletrocardiográfica incomum: Onda T “de Winter”

Flávio G. Lyra, Antônio Carlos de C. Carvalho, Pedro Ivo Moraes, Iran Gonçalves Júnior, Elisa Vidal Porciuncula, Fernanda Raquel B. Oliveira, José Eduardo B. FIlho, Andressa L. Moreira
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Um novo padrão eletrocardiográfico que representa oclusão proximal de coronária descendente anterior (DA) foi descrito por “de Winter R. et al” em 2008. Constitui-se de infradesnível de segmento ST, de 1 a 3 milímetros, com padrão ascendente rápido, seguido de onda T apiculada e simétrica em derivações precordiais, em alguns casos acompanhado de supradesnível de 1 a 2 milímetros em aVR e V1.  Esse sinal pode ser encontrado em até 2% dos pacientes com oclusão aguda de DA.

Caso Clínico: Masculino, 27 anos, ex-tabagista 13 anos-maço e histórico de infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) inferior com angioplastia de coronária direita em outubro de 2016. Após 2meses desse evento agudo, foi readmitido no setor de Cardiologia Intervencionista para angioplastia eletiva de DA (obstrução de 80% em terço médio), realizada com stent bioabsorvível com sucesso. Após trinta minutos do procedimento, o paciente evoluiu com dor precordial, sudorese e ECG evidenciou o padrão “de Winter” (imagem 1). Cinecoronariografia de emergência revelou trombose intrastent com completa oclusão de DA. Apresentou boa evolução e recuperação de fluxo coronariano TIMI 3 após balonamento intrastent, abxicimab intra-coronariano e anticoagulação com heparina.

Discussão: O sinal de “de Winter” deve ser reconhecido por cardiologistas e médicos que trabalham em setores de emergência. Os pacientes descritos com este padrão são em sua maioria jovens, do sexo masculino e com maior incidência de hipercolesterolemia em comparação aos pacientes com alterações eletrocardiográficas clássicas de IAMCSST. A explicação eletrofisiológica permanece desconhecida, porém teorias sugerem a presença de uma variante anatômica das fibras de Purkinje com atraso de condução endocárdica.

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