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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Uso do cateter central de inserção periférica (PICC) em pacientes de unidade de terapia intensiva clínica cardiológica.

Silva,SC, Rodrigues,LB, Tashima,RT, Batistão,M
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O cateter central de inserção periférica (PICC) é um dispositivo de acesso vascular que vem sendo amplamente utilizado em unidade de terapia intensiva (UTI) como alternativa menos invasiva e também pelos seus inúmeros benefícios clínicos. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar o perfil clínico e a manutenção do dispositivo em pacientes que fizeram uso de cateter PICC em UTI clínica cardiológica.

Método: Trata-se de um estudo transversal com coleta prospectiva, realizada em um hospital terciário especializado em cardiopneumologia, no estado de São Paulo, período de janeiro a agosto de 2016. Os critérios de inclusão foram pacientes com idade superior a 18 anos. Os dados foram tabulados e analisados em planilha no programa EXCEL.

Resultados: Durante o período foram acompanhados 55 pacientes submetidos a inserção PICC, sendo que três destes pacientes utilizaram o PICC mais de uma vez durante a internação, totalizando 59 cateteres. Referente ao perfil dos pacientes, a idade que mais prevaleceu foi de 38 a 58 anos (31%), quanto ao gênero, o sexo masculino representou 53% e o feminino 47%. Os principais diagnósticos clínicos foram Insuficiência Cardíaca perfil C (20%), Insuficiência Cardíaca perfil B (16%) e Infarto Agudo do Miocárdio (15%).  Relacionado as indicações do PICC, antibioticoterapia foi a mais citada (51%), seguida de drogas vasoativas (32%). Quanto às complicações durante a permanência do cateter, 17% dos cateteres foram identificados com suspeita de infecção, 7% com mau posicionamento (não refluxo), 8% obstrução parcial e 2% obstrução total. Analisando os PICCs que tiveram suspeita de infecção, em um (2%) foi observado no local da inserção hiperemia, secreção escurecida e abaulamento e confirmada a presença de agente infeccioso (Staphylococus aureus) na sua ponta, porém com hemoculturas negativas. No que tange aos motivos de retirada, 56% tiveram seus PICCs suspensos eletivamente, 24% por complicações e 12% por instabilidade hemodinâmica ou óbito. Quanto ao tempo de permanência a mediana foi de 14 dias.

 

Conclusão: O presente estudo demonstrou que o cateter PICC é viável de ser indicado para pacientes cardiopatas de alta complexidade internados em UTI clínica, em especial para os pacientes de longa permanência como os portadores de Insuficiência cardíaca, em uso de drogas vasoativas e antibióticos por ser um procedimento minimamente invasivo e pela baixa incidência de complicações, em especial, a infecção de corrente sanguínea. 

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