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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O treinamento isométrico não promove reduções superiores na pressão arterial comparado ao treinamento aeróbio

Karla Fabiana Goessler, Lise Van Humbeeck, Dieter Vander Trappen, Véronique Cornelissen
KU Leuven - Leuven - Bélgica - Bélgica

Introdução: O treinamento físico aeróbio consiste na modalidade mais recomendada e efetiva na prevenção e tratamento da hipertensão arterial. Entretanto, a aderência à esse tipo de treinamento é baixa, sendo que indivíduos hipertensos apresentam ainda menor aderência quando comparados à seus pares normotensos. Até o presente momento algumas evidências limitadas demonstram possíveis benefícios do treinamento isométrico de preensão manual em reduzir a pressão arterial (PA), as quais podem ser iguais ou até superiores quando comparado ao treinamento aeróbio. Dessa forma, o presente estudo comparou os efeitos do treinamento físico aeróbio e isométrico na PA em repouso no consultório e na PA ambulatorial. Métodos: 60 indivíduos com PA ≥115/75 mmHg foram aleatorizados para os grupos treinamento isométrico de preensão manual, treinamento aeróbio ou grupo controle. Ambos os grupos de treinamento realizaram os exercícios em ambiente domiciliar utilizando o monitoramento remoto e telemonitorização para acompanhamento do profissional. Os sujeitos incluídos no grupo isométrico realizaram diariamente 4x2 min contrações sustentadas à uma intensidade de 30% da contração voluntária máxima. O grupo aeróbio foi orientado a realizar no mínimo 150 min de atividade aeróbia de intensidade moderada (60-70% da frequência cardíaca de reserva). As seguintes variáveis foram avaliadas antes do período de treinamento e após 8 semanas: PA de repouso no consultório, PA ambulatorial, capacidade e exercício, força de preensão manual e medidas antropométricas. Resultados: Foram observadas reduções na PA diastólica de repouso para os grupos de treinamento isométrico (Δ -1.7±1.6 mmHg) e aeróbio (Δ -4.4±1.4 mmHg) em comparação ao grupo controle (Δ +2.5±1.0 mmHg) (p=0.004 e p=0.02 respectivamente). A PA sistólica durante o período de vigília foi menor em ambos os grupos aeróbio (Δ -3.0±1.3 mmHg) e isométrico (Δ -0.8±1.4 mmHg) comparado ao grupo controle (Δ+3.6±1.8 mmHg) (p-interação=0.02). Além disso, o treinamento físico aeróbio melhorou o consumo de oxigênio (ΔVO2pico = +285.7±64.4 ml/min) em relação ao grupo controle (ΔVO2pico = -110.2±88.3 ml/min) (p=0.002). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos para as demais variáveis. Conclusões: Os achados do presente estudo sugerem que 8 semanas de treinamento físico isométrico e aeróbio realizado em ambiente domiciliar promovem reduções significativas na PA. Além disso, ambos os tipos de treinamento promoveram reduções similares na PA. 

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