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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA COM RESTRIÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO SOBRE A REATIVIDADE VASCULAR E MORFOLOGIA MICROVASCULAR DE IDOSOS.

Karynne Grutter Lopes, Daniel Alexandre Bottino , Eliete Bouskela , Paulo de Tarso Veras Farinatti , Roberto Alves Lourenço , Ricardo Brandão de Oliveira
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

INTRODUÇÃO: O exercício com restrição do fluxo sanguíneo (RFS) vem recebendo cada vez maior atenção da literatura científica por promover importantes adaptações morfo funcionais musculares. No entanto, questões associadas a preservação da saúde vascular em idosos ainda precisam de investigação mais aprofundada. OBJETIVO: Comparar o efeito do exercício de força de baixa intensidade com RFS e alta intensidade sem RFS sobre a composição corporal, força muscular e função vascular de idosos. MÉTODOS: Através de um ensaio clínico controlado e randomizado, 29 idosos inativos, idade 72±7 anos, massa 63,1±10,7 kg, índice de massa corporal IMC=25,2±2,6 kg/m2, foram divididos em três grupos: RFS – intensidade do exercício a 30% de 1 repetição máxima (RM) com RFS promovida através de um manguito de pressão inflado a 50% da pressão arterial sistólica de repouso; Controle (CON) - intensidade do exercício a 30% de 1 RM sem RFS; AI - intensidade do exercício a 70% de 1 RM sem RFS. Todos os sujeitos realizaram dois exercícios para membros superiores e dois para membros inferiores, três dias por semana durante três meses. O treinamento resistido incluiu três series de 10 RM com um minuto de intervalo entre as séries. Todos os resultados foram apresentados como média±DP. Uma one way ANOVA, seguida do Bonferroni post-hoc test foi usada para comparar os ganhos relativos (%D) entre os grupos. RESULTADOS: Diferentemente da AI, a RFS aumentou significativamente a massa muscular do braço (P = 0,03), avaliada por densitometria com emissão de raios-X de dupla energia quando comparada ao CON. A força de preensão manual foi maior nos grupos RFS e AI (P <0,001). Três meses de RFS ou AI não foram deletérios à reatividade vascular avaliada por pletismografia de oclusão venosa (P> 0,05 quando os grupos foram comparados) e a morfologia microvascular avaliada por videocapilaroscopia do leito periungueal (P>0.05). CONCLUSÃO: O treinamento com RFS foi capaz de de aumentar a massa e a força de pequenos músculos em idosos, sem efeitos deletérios na função vascular. Futuros estudos devem investigar os possíveis riscos e benefícios desta intervenção em idosos frágeis com sarcopenia.

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