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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Acompanhamento nutricional no transplante cardíaco.

OS Amanda, Oliveira L, Moreira RSL, Guizilini S, Breda JR, Almeida DR
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

iNTRODUÇÃO: O transplante cardíaco (TC) é o melhor tratamento para insuficiência cardíaca (IC) em fase terminal. A fisiopatologia da IC envolve alterações que refletem em atrofia muscular passiva, dispneia e cansaço aos pequenos esforços. Muitas pacientes possuem baixam ingestão alimentar devido à falta de apetite, levando à desnutrição. É necessário que o candidato seja submetido ao TC em boas condições nutricionais para facilitar a cicatrização e reduzir a probabilidade de eventos desfavoráveis. OBJETIVO: Acompanhamento nutricional de pacientes internados em espera de TC em um Hospital Universitário de São Paulo, com enfoque na avaliação do estado nutricional, descrição da Terapia Nutricional e acompanhamento da aceitação alimentar. MÉTODOS: Estudo longitudinal prospectivo, de caráter descritivo, ocorrido entre os meses de Julho e Dezembro de 2016. Foi realizada uma triagem nutricional, além de antropometria, no pré e pós-operatório, a cada 15 dias e descrição da Terapia Nutricional. O seguimento da coleta se deu até a alta, óbito ou término do estudo. RESULTADOS: Foram acompanhados seis pacientes, com idade média de 48,8 anos, cinco eram do sexo masculino (83,3%). Um paciente (16,6%) apresentava risco nutricional. A antropometria diagnosticou um paciente com desnutrição leve, um com desnutrição moderada (16,6%) e um com desnutrição grave (16,6%), dois em estado de eutrofia (33,3%) e um com sobrepeso (16,6%). Todos receberam dieta por via oral. Três pacientes (50%) precisaram de restrição de sódio e quatro (66,6%) de restrição hídrica. A maioria (66,6%) aceitava de 50 a 75% do ofertado e quatro (66,6%) receberam suplementação alimentar. No pós-operatório, o acompanhamento de um paciente não foi realizado devido ao prazo de término da coleta. Houve três (60%) óbitos. O tempo médio de internação foi de 90,6 dias e, em média, o tempo de espera para o TC foi de 54,6 dias. Apenas um (25%) recebeu dieta por via oral com consistência pastosa após o TC, os demais (75%) receberam terapia nutricional enteral. A antropometria após o TC foi realizada apenas nos dois pacientes que tiveram alta hospitalar, sendo que ambos mantiveram o estado nutricional, com aceitação alimentar acima de 75%. CONCLUSÃO: O acompanhamento nutricional visa atender as necessidades nutricionais, visto que a desnutrição é fator de risco após o TC. Pode-se concluir que a terapia nutricional foi efetiva já que os pacientes não desnutriram e os que foram de alta mantiveram o estado nutricional. O seguimento da orientação nutricional é necessário para que o tratamento seja bem sucedido.

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