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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Evolução favorável de paciente com dissecção aguda de aorta submetido inicialmente à terapia com antiplaquetários, anticoagulantes e fibrinolítico

Marcella da Costa Barros, Cinara Barbosa Vianna Prado, Luis Felipe Silveira Santos, Vladimir Ailton Cuma Nancassa, Antônio Carlos de Camargo Carvalho, Pedro Ivo De Marqui Moraes
HOSPITAL SÃO PAULO – UNIFESP - - SP - BRASIL

Introdução: A Dissecção Aguda da Aorta (DAA) é uma emergência cardiovascular que acarreta mortalidade alta, de 50 a 68% em 48 horas e de até 85% em um mês. A formação de uma falsa luz a partir da delaminação da camada íntima ou da hemorragia da camada média ocasiona quadros variáveis de dor torácica, sangramento e má perfusão de órgãos vitais. Relato de caso: Paciente masculino, 65 anos, ex-tabagista 10 anos/maço, portador de hepatite B crônica, iniciou dor precordial em queimação irradiada para ambos os membros superiores, associada a náuseas e tontura. Eletrocardiograma (ECG) mostrou supradesnivelamento de ST em parede ínfero-latero-dorsal. Recebeu AAS 300mg, clopidogrel 300mg, enoxaparina 60 mg e tenecteplase com 1 hora do início dos sintomas, e evoluiu com melhora da dor e redução do supra de ST. Após 1 hora, teve recidiva da dor, sem alterar o ECG. Transferido ao Hospital Terciário, com hipotensão arterial (90x60 mmHg), ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, pressão arterial e pulsos periféricos simétricos. Cateterismo cardíaco de emergência evidenciou DAA tipo A de Stanford e coronárias sem obstruções. Ecocardiograma transtorácico mostrou insuficiência aórtica moderada, derrame pericárdico moderado e dissecção estendendo-se da raiz da Aorta até sua porção descendente proximal. Submetido à cirurgia cardíaca após 25 horas do início da dor (Cirurgia Bentall de Bono e enxerto safena-coronária direita devido obstrução durante cirurgia), sem intercorrências, tendo alta hospitalar após 17 dias. Conclusão: DAA permanece um desafio diagnóstico na sala de emergência. De acordo com o International Registry of Acute Aortic Dissection, achados clínicos nas dissecções tipo A de Stanford incluem: dor torácica súbita e intensa (86%), irradiação dorsal (47%), sopro de insuficiência aórtica (44%), assimetria de pressão arterial (50%) e de pulsos (19%), alargamento de mediastino ao Rx de tórax (63%) e supra de ST (4%). O caso destaca-se pela evolução favorável a despeito do tratamento potencialmente catastrófico inicialmente direcionado para doença coronariana aguda.

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