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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estudo sobre cardiomiopatia dilatada em portador de lúpus eritematoso sistêmico.

Camylla Santos de Souza, Priscila F. de Lima e Souza, Mônica T. M. Ferreira, Ana Renata L. Machado, Rafael da S. Lima, Luiz A. C. Romualdo, Caio T. dos Santos, Dandhara M. Rebello, João D. de Souza Neto, Juan A. C. Mejia
Hospital de Messejana - Fortaleza - CE - BR, Universidade Federal do Ceará - Fortaleza - CE - BR

INTRODUÇÃO: Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial. Pode se manifestar em qualquer idade, embora seja mais frequente após os 5 anos, não ultrapassando os 16. O envolvimento cardíaco no LES entre crianças varia de 12-54%, sendo a pericardite o acometimento mais comum, embora possam se apresentar também valvopatias, coronariopatias e disfunções miocárdicas. MÉTODOS: Foram obtidas informações através de revisão de literatura e prontuário médico de paciente portadora de cardiomiopatia dilatada secundária a LES. A coleta e análise de dados foi realizada posteriormente à autorização do paciente. RESULTADOS: MGNS, feminino, 6 anos, previamente hígida, iniciou quadro de febre há 10 dias anteriores à internação hospitalar, com três picos diários, 38-39,9ºC, associado à dispneia, hiporexia e astenia. Ao exame físico: bom estado geral, febril, hipocorada, taquipneica (52 irpm), taquicárdica (128 bpm), múrmurio vesicular presente com sibilos esparsos, hepatoesplenomegalia, com reflexo hepatojugular positivo, retificação de cicatriz umbilical e edema de membros inferiores, evoluindo mais tarde com rash malar. Raio-x de tórax mostrava aumento da área cardíaca e sinais de congestão pulmonar. Ecocardiograma demonstrava cardiomiopatia dilatada moderada do ventrículo esquerdo e derrame pericárdico discreto a moderado. Anti-SM e anti-dsDNA reagentes, com CH50 baixo. Iniciado tratamento com furosemida, captopril e espironolactona para insuficiência cardíaca (IC) e pulsoterapia com metilprednisolona por três dias, seguido de manutenção com prednisona, com remissão completa dos sintomas. Embora o envolvimento subclínico do miocárdio seja relativamente comum, o desenvolvimento de cardiomiopatia dilatada sintomática é rara em crianças com LES. Achados clínicos incluem taquicardia desproporcional à temperatura corporal, alterações eletrocardiográficas e cardiomegalia inexplicável. O diagnóstico e avaliação se dá por ecocardiograma, com a evidência de dilatação e disfunção de um ou ambos os ventrículos. Tratamento inicial se baseia em pulsoterapia com metilprednisolona associado à terapia padrão para IC. CONCLUSÃO: O prognóstico de crianças com LES que recebem tratamento adequado é geralmente bom. No entanto, cardiomiopatia dilatada com disfunção ventricular esquerda sintomática secundária a LES é rara e implica em pior prognóstico a longo prazo, necessitando de diagnóstico precoce, tratamento otimizado e seguimento adequado.    

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