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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

FRAGILIDADE PRÉ-OPERATÓRIA E TEMPO DE DESMAME NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA

Giulliano Gardenghi, Celina L. Kushida, Jessyka B. Cruz, Hugo F. Leite, Lorenna NSR da Cunha, Artur H. de Souza, Jose Onofre de C. Sobrinho, Maurício L. Prudente, Alvaro de Moraes
Hospital ENCORE - Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil, CEAFI Pós-graduação - Goiânia - Goiás - Brasil

Introdução: Falhas no processo de desmame são associadas diretamente ao aumento nos custos hospitalares e a piores desfechos, incluindo mortalidade intra-hospitalar e tardia. A presença de fragilidade pré-operatória pode interferir no sucesso do desmame da ventilação mecânica em pacientes cardiopatas. Objetivo: Verificar se a presença de fragilidade no período pré-operatório está relacionada à piora no tempo de desmame da ventilação mecânica em pacientes no pós-operatório de cirurgia de revascularização miocárdica. Material e Métodos: Ensaio clínico controlado, com 33 pacientes submetidos à revascularização miocárdica com auxílio de circulação extracorpórea (CEC), que foram avaliados no período pré-operatório, sendo divididos em dois grupos de acordo com seu desempenho no teste de caminhada de 5 metros (TC5M). Assumiu-se frágil o indivíduo que percorreu a distância de 5 metros em tempo superior a 7 segundos. Após o teste obteve-se 18 indivíduos no grupo frágil (9 fem.; IMC: 26,8±4,3; média de tempo para realizar o teste: 8,3±0,7 seg., mínimo: 7,1 seg; máximo: 10,1 seg). e 15 indivíduos no grupo não frágil (4 fem.; IMC: 28,0±6,9;  média de tempo para realizar o teste: 5,5±1,3 seg., mínimo: 3,0 seg; máximo: 7,0 seg). O tempo de desmame foi considerado a partir do momento em que se encerrou a cirurgia, até a extubação na unidade de terapia intensiva. A idade do grupo frágil foi de 64,2±8,1 anos e a idade do grupo não frágil foi de 50,1±14,9 anos, p=0,00). A estatística utilizou teste T de Student, qui-quadrado e ainda modelo de interação linear, assumindo significância em 5%. Resultados: Não houve diferença no tempo de CEC (frágil: 54±23 minutos; não frágil: 53±24 minutos, p=0,97). Não se observou interação entre o tempo para percorrer o TC5M e o tempo para extubação pós-cirúrgica no grupo frágil (R2=0,09) ou no grupo não frágil (R2=0,09). O tempo para o desmame foi de 5,8±5,6 horas no grupo frágil e de 7,8±5,5 horas no grupo não frágil, p=0,29. Ao compararmos os grupos frágil e não frágil com relação à extubação precoce (em até 6 horas) e à extubação convencional (mais de 6 horas), não se obteve diferença estatisticamente significante (p=0,25), sendo que no grupo frágil 66% dos pacientes foram extubados em até 6 horas, enquanto no grupo não frágil 46% dos pacientes foram extubados no mesmo intervalo de tempo. Conclusão: Na amostra estudada, a presença de fragilidade pré-operatória, classificada pelo TC5M, não se correlacionou com maior tempo para desmame da ventilação mecânica no pós-operatório de cirurgia de revascularização miocárdica.

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