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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Má evolução clínica após infarto agudo do miocárdio pode estar relacionada às micropartículas de arquéias e seus exossomos

Higuchi ML, Ikegami R, Kawakami J, Reis M, Oliveira L, Sato M, Bensenor I, Lotufo P
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, INSTITUTO DE MEDICINA TROPICAL- USP - São Paulo - SP - Brasil, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO-USP - São Paulo - SP - Brasil

Introdução- Microvesículas chamadas Exosomos (Exo) <0,10um ou micropartículas (MP)> 0,10um são mais numerosas em pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM). Encontramos em placas de aterosclerose rotas fatais grande conteúdo de lipoproteína de Mycoplasma pneumoniae (Mpn) e micropatículas elétron lucentes (EL) contendo DNA de arquéia, sugerindo participação da infecção da placa na má evolução do IAM.

Objetivo- Identificar se Exos, ELMP, DNA de arquéia e lipoproteínas de Mpn no soro diferenciam IAM fatal.

Métodos: Estudamos soro de 3 grupos (n=10) de estudos clínicos (ERICO e ELSA, com e sem IAM): G1 - IAM com elevação do ST, que sobreviveram por mais de 30 dias; G2- IAM, que faleceram antes de 30 dias e G3- com aterosclerose estável. Após centrifugação por gradiente, o sobrenadante foi processado para Microscopia Electrónica (ME) e imuno-histoquímica com anticorpo anti-Mpn. O nº de Exos, de ELMP, pontos positivos de Mpn dentro de Exos ou livres (fora de Exos) foram quantificados em 4 fotos/caso (x50K), nas áreas mais ricas de Exo e Mpn. Contagem de MPs com DNA de arquéia foi feita por citometria de fluxo (CF). Comparação entre os grupos foi pela ANOVA e correlação de Sperman.

Resultados – CF mostrou aumento no nº de MPs com DNA de arquéia em G2 do que em G3. Na ME, houve maior nº de Exos em G1 e G3 do que G2, sem diferença nos ELexos. No entanto houve correlação positiva entre ELexos vs ELMP (r = 0,43; P = 0,005) em G2, mas não em G1 (r = -0,04; P = 0,82) ou em G3 (r = 0,18; P = 0,27). Houve correlação entre nº de exos e pts Mpn  intra Exos de G1, G2 e G3 (r = 0,61, r = 0,75 e r = 0,64; P <0,001) e correlação negativa com pontos livres em G1 (r = -0,60; P <0,01) e G3 (r = -0,56; P= -0,001), mas não em G2 (r = -0,24; P = 0,21).

Tabela - Comparação entre nº médio Exos, ELExo, ELMP e pts Mp dentro ou livres.

Conclusão - Grande quantidade Exos no soro pode ter um papel na remoção de lipoproteínas infecciosas em pacientes com IAM estável e com aterosclerose. ELMPs são possivelmente Arquéia, liberando ELexos no soro de pacientes com evolução fatal após IAM, e podem induzir redução do nº de Exos (protetores). A falta de Exos protetores e aumento das lipoproteínas Mpn livres pode favorecer o desenvolvimento de placa lipídica fatal.

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