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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Frequência, Preditores Clínicos e Significado Prognóstico da Doença Arterial Coronariana Angiográfica em Candidatos ao Transplante Renal

Emerson de Albuquerque Seixas, Luis Cuadrado Martin
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Sorocaba, PUC-SP - Sorocaba - São Paulo - Brasil

Introdução:a doença arterial coronariana (DAC) representa uma importante causa de mortalidade nos pacientes renais crônicos antes e após o transplante renal (TR). Poucos trabalhos validaram preditores clínicos de seleção para exames invasivos para o diagnóstico de DAC antes do TR. O Objetivo do nosso trabalho foi avaliar a frequência e poder discriminatório de preditores clínicos da presença de DAC em pacientes renais crônicos em programa de diálise candidatos ao TR e verificar a associação entre DAC e desfechos no grupo estudado. O desfecho primário foi óbito por qualquer causa. Os desfechos secundários foram óbito de causa cardiovascular (CV) e evento CV. Métodos: foram analisadas as cinecoronariografias de candidatos ao TR de dois centros de TR do estado de São Paulo, realizadas entre março de 2008 e abril de 2013. Foi realizado estudo transversal para verificar o poder preditivo de parâmetros clínicos para a presença de DAC significativa (estenose 70% em uma ou mais artérias epicárdicas ou 50% no tronco da coronária esquerda). Foi realizado estudo longitudinal observacional e traçaram-se curvas de sobrevida de acordo com o diagnóstico angiográfico para verificar a associação entre a presença de DAC e desfechos. Resultados: foram rastreados 128 pacientes,dos quais, 23 foram excluídos. A prevalência de ateromatose coronária de qualquer grau foi de 60/105 (57%) e ateromatose coronária significativa foi de 30/105 (29%) no total da casuística. Os 105 pacientes restantes realizaram coronariografia, dois foram excluídos por falha de registro dos desfechos, portanto 103 foram incluídos em análise longitudinal. Dos 105 pacientes, em seis, a análise dos dados clínicos se mostrou incompleta. Estes foram excluídos do estudo transversal que foi realizado com 99 pacientes. Análise de regressão logística univariada identificou presença de diabetes melito (DM), angina e/ou infarto prévio, clínica de doença arterial periférica e dislipidemia como preditores de DAC. Regressão logística múltipla identificou apenas DM e angina e/ou infarto prévio como preditores independentes. A presença de DAC foi associada à ocorrência de evento CV, porém não se associou à mortalidade. Conclusão: a DAC foi frequente em pacientes renais crônicos em programa de diálise candidatos ao TR, pode ser identificada por dados clínicos e sua identificação por angiografia pode prever evento CV.

 

 

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