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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Caracterização clínica de pacientes com fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca

Cinthia Cristina de Santana Melo, Rita de Cássia Gengo e Silva, Cynthia de Oliveira Folla
ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - SÃO PAULO - SP - BRASIL

Introdução. A fibrilação atrial é uma arritmia comum no pós-operatório de cirurgia cardíaca (FAPO). Pacientes que desenvolvem FAPO têm maior risco de complicações pós-cirúrgicas a curto e longo prazo. No Brasil, são escassos os estudos que descrevem as características perioperatórias de pacientes com FAPO. Objetivo. Descrever e comparar as características demográficas e perioperatórias de pacientes com e sem FAPO. Método. Estudo descritivo-exploratório, de abordagem quantitativa. Foram incluídos 179 prontuários de pacientes com mais de 18 anos submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) no ano de 2014 em um hospital especializado em cardiologia, na cidade de São Paulo. Foram excluídos os prontuários de pacientes com fibrilação atrial (FA) prévia. Foram coletados dados demográficos e clínicos, até o terceiro dia de pós-operatório, utilizando instrumento de coleta específico, e transcritos para um banco de dados. Para a análise, utilizou-se estatística descritiva e inferencial, conforme o tipo e distribuição das variáveis. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética (parecer número 995.451). Resultados. A idade média dos pacientes foi de 63,3+9,4 anos. Houve predomínio de pacientes do sexo masculino (n=138;77,1%) e da cor branca (n=161;89,9%). Dados do pré-operatório mostraram que 152 (84,9%) pacientes tinham diagnóstico de hipertensão arterial e 159 (88,8%), de insuficiência cardíaca; 97 (54,2%) tinham prescrição de antiarrítmicos. A fração de ejeção média foi de 57,1+11,2% e o tamanho médio do átrio esquerdo, 39,3+5,1mm. Os níveis séricos dos eletrólitos estavam dentro dos limites da normalidade no pré e no pós-operatórios. A maioria das cirurgias foi eletiva (n=167;93,3%); 26 pacientes (25,7%) desenvolveram FAPO. Houve diferença estatisticamente significativa entre os pacientes com e sem FAPO no que tange à idade (67,6+6,8 vs62,6+9,6 anos, respectivamente, p=0,002) e o nível sérico de magnésio no primeiro pós-operatório (1,8+0,2 vs 1,7+0,2mg/dL, respectivamente, p=0,011).Conclusões. Dentre as características demográficas e clínicas analisadas, idade e nível sérico de magnésio mostraram diferenças estatisticamente significativas na comparação dos pacientes com e sem FAPO. Esses resultados sugerem que enfermeiros clínicos devem ficar atentos ao ritmo cardíaco em pacientes submetidos à CRM, com maior idade e nível sérico de magnésio no limite superior da normalidade.

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