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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Um protocolo reabilitação cardíaca não-supervisionada melhora a variabilidade da frequência cardíaca após o infarto agudo do miocárdio: um ensaio clínico controlado randomizado.

Isadora S Rocco, Bruna Caroline Matos Garcia, Rafael A.R. Esteves, Anderson D. R. Dias, Isis Begot, Rita Simone L. Moreira, Antonio C. C. Carvalho, Renata Trimer, Walter J. Gomes, Solange Guizilini
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução:O desequilíbrio do sistema nervoso autônomo é um dos maiores preditores de mortalidade após o infarto agudo do miocárdio (IAM). A reabilitação cardíaca é uma estratégia que pode mudar o curso da doença.No entanto, os modelos tradicionais podem prejudicar a acessibilidade encorajando modelos alternativos.

Objetivo: Assim, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos de um protocolo de reabilitação cardíaca não-supervisionado na variabilidade da frequência cardíaca  em pacientes de moderado risco após IAM.

Métodos: Após 12 horas da revascularização, todos os indivíduos foram submetidos a um programa de reabilitação supervisionado intrahospitalar.Na alta hospitalar, aqueles com risco moderadoforam randomizados em: Grupo Controle (GC) consistindo de cuidados habituais (n = 30);e Grupo Intervenção (GI), submetidos a um programa de caminhada não supervisionado (n=38).Os intervalos RR foram registrados e os índices das análises lineares e não lineares foram extraídos nos sinais gravados. Na alta hospitalar, ambos os grupos foram avaliados e receberam orientação quanto à importância das atividades físicas regulares, guiadas pela escala de Borg (de 4 a 5). O GI recebeu um diário de atividades e um protocolo incentivador de 30 dias para caminhadas progressivas acompanhadas de ligações semanais dos terapeutas. O protocolo consistiu de caminhadas inicialmente de 20 min, progredindo 5 min por semana, a serem realizadas pelo menos 4 vezes na semana. Ao final de 30 dias após a alta hospitalar, os pacientes foram reavaliados. Foi utilizado o Teste ANOVA de duas vias para avaliação dos dados e considerado estatisticamente significante p<0,05.

Resultados: A frequência cardíaca basal diminuiu no GI e aumentou em GC nas posições supino e sentado em 30 dias após a alta.Após 30 dias, o GI apresentou melhora nos parâmetros do domínio do tempo (p<0,01), atingindo melhor valor comparado ao GC (p<0,05).Houve diminuição na banda de baixa frequência (BF) no GI em 30 dias após a alta hospitalar em decúbito dorsal (p<0,001), associado a um aumento na alta frequência (AF), com melhoria significante narelaçãoBF/AF no GI(3,67±0,84 a 1,76±0,31, p<0,01). Ainda, foi observado um incremento nas variáveis não lineares apenas no GI (p=0,03).

Conclusão: Um protocolo não supervisionado de caminhadas progressivas foi eficaz em melhorar a variabilidade da frequência cardíaca de pacientes com moderado risco após IAM. 

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