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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Pacientes idosos com Síndrome Metabólica (SM) e Doença Renal Crônica (DRC) de um ambulatório de nutrição

AMPARO FC, KOVACS C, MOREIRA P, ALVES R, GAMA K, MONTEIRO A , MAGNONI D, PAIVA CCJ
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: Idosos possuem fatores de risco aterogênico clássico para síndrome metabólica como: diabetes, hipertensão e circunferência abdominal os quais contribuem para a patogênese progressiva da função renal. O objetivo deste trabalho foi investigar em nossa população, a associação dos fatores de risco da síndrome metabólica com a pressão arterial sistólica, para melhor elaboração do plano alimentar a qual ajudará na preservação da função renal.

Métodos: Estudo de coorte transversal que avaliou 46 pacientes com DRC nos estágios 3 a 5, idade acima de 60 anos, apresentando síndrome metabólica (com os 3 principais fatores: diabetes (hemoglobina glicada (HbA1c) ↑ 8,0), hipertensão (pressão arterial (PA)↑ 140X90); circunferência abdominal (CA) (homens ↑102cm e mulheres ↑88cm), 75,8% dos pacientes apresentaram CA alterada. A taxa de filtração glomerular (TFG), foi calculada pela fórmula MDRD para população idosa. Para a análise estatística, foi aplicado o teste Qui-quadrado, para associação entre as variáveis quantitativas foi aplicado o cálculo de coeficiente de correlação linear de Pearson, com nível de significância de 5% (p˂0,05).

Resultados: A pressão arterial sistólica (PAsist) correlacionou-se positivamente com:  fibrinogênio (r=0,354; P=0,028) e hormônio paratireoideano (PTH) (r=0,405; P=0,002), o qual está relacionado com a absorção de água no corpo e ↑ da pressão arterial. E correlacionou-se negativamente com: a TFG (r=-0,397; P=0,009) e também com a HbA1c (r=-0,316; P=0,020), sendo esse último resultado vulnerável ao uso de medicamentos hipoglicemiantes.  A correlação com a transferrina foi igualmente negativa (r=-0,376; P=0,036), essa variável explica o ↑ da pressão arterial em 14%.

 

Conclusão: Concluímos que oa fatores de risco da síndrome metabólica tem correlação com os parâmetros bioquímicos para análise de função renal e por isso devem ser devidamente tratados com medicamentos e tambem com um plano alimentar especifico para diminuição de gordura corporal centralizada na região abdominal, que promoveria melhora da PA e da HbA1c e consequentemente redução da progressao da DRC e desfecho cardiovasculares.

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