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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Comparação da função cardiovascular e qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca sedentários e não sedentários

Araújo LAS, Martins MJV, Oliveira MCD, Leis LV, Firmino SM, Arêas GPT, Valadão TFC, Catai AM, Roscani MG
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - São Carlos - São Paulo - Brasil

Introdução: A prática de atividade física tem sido recomendada em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) reduzida como estratégia de intervenção não farmacológica para melhorar a qualidade de vida, tolerância ao esforço e função cardiovascular. Os mecanismos dessa melhora ainda não estão definidos, acredita-se que são decorrentes da redução da ação nervosa simpática, diminuição da ação do sistema renina-angiotensina-aldosterona  dos níveis plasmáticos de norepinefrina e aumento no consumo de oxigênio de pico (VO2 de pico) associado a um discreto aumento na FEVE. Acredita-se que indivíduos considerados sedentários tenham maior prejuízo nesses parâmetros do que os considerados regularmente ativos.  Objetivos: comparar em pacientes com IC com FEVE reduzida, classificados por  comportamento sedentário e não sedentário, quanto à qualidade de vida, sintomatologia e função cardiovascular.. Metodologia: Estudo prospectivo transversal com 24 pacientes com IC com FEVE < 50%, sendo compostos dois grupos, 11 pacientes sedentários (S) e 13 não sedentários (NS), a partir da aplicação do questionário IPAQ curto. Foram realizadas avaliação física e clínica, teste de caminhada de 12 minutos-Cooper, ecocardiograma e aplicação de questionário de qualidade de vida SF-36. Análise estatística: as variáveis contínuas foram expressas em médias e desvios-padrões. As variáveis categóricas em proporções. O teste “t” de Student ou Man-Whitney foi utilizado para comparar os grupos.  Resultados: os pacientes NS tiveram classe funcional NYHA melhor (p=0,001) e melhora da qualidade de vida nos quesitos  capacidade funcional (p=0,02), dor (p=0,017)e estado geral de saúde(p=0,037) em comparação ao grupo S. Já na avaliação ecocardiográfica o grupo NS teve valores estatisticamente maiores de E’ do Doppler tecidual mitral do que o grupo S (p=0,04), mostrando melhor função diastólica. Conclusão: O comportamento não sedentário de pacientes com IC mostrou reflexos positivos na sintomatologia, qualidade de vida e função diastólica dos pacientes com IC e FEVE reduzida, mostrando a necessidade de atividade física regular nesses pacientes, mesmo se não submetidos a um programa de treinamento físico supervisionado.

 

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