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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Risco nutricional na predição de complicações em longo prazo em idosos submetidos à cirurgia valvar

Ana Luíse Duenhas Silva, Lis Proença Vieira, Luiz Aparecido Bortolotto, Flávio Tarasoutchi
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O estado nutricional comprometido, com perda muscular esquelética, é um achado evolutivo comum em pacientes com valvopatias e pode ser agravado pelo trauma cirúrgico e o processo de envelhecimento, contribuindo para o aumento das complicações pós-operatórias nos pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Objetivo:  Analisar a influência do risco nutricional em complicações pós-operatórias em idosos com valvopatias após um ano do procedimento. Metodologia: Foram coletados dados de prontuários e/ou contato telefônico de idosos submetidos a tratamento cirúrgico valvar, comparando o resultado do Nutritional Risk Screening 2002 (NRS-2002) do momento da internação para o procedimento cirúrgico com complicações pós-operatórias (sangramento, reabordagem cirúrgica, reinternação hospitalar, acidente vascular cerebral e óbito) em longo prazo (após um ano do procedimento cirúrgico). Resultados: A amostra foi constituída por 93 idosos, com a média de idade de 69,27 ± 7,75 anos, sendo 7,52% (n = 7) constituída por idosos longevos (≥ 80 anos). De acordo com a NRS-2002, 46,24% (n = 43) dos pacientes apresentavam risco nutricional no momento da internação para o procedimento cirúrgico. Os pacientes com risco nutricional apresentaram maior ocorrência de sangramento (25,58% vs 4,00%, p=0,02), reabordagem cirúrgica (39,54% vs 0,00%, p<0,01), reinternação hospitalar (37,21% vs 10,00%, p=0,02) e acidente vascular cerebral (4,65% vs 2,00%, p=0,34) após um ano da cirurgia valvar. Além disso, o risco nutricional foi preditivo de óbito (RC 12,69, 95%, IC 1,41–114,36, p=0,02) em longo prazo. Conclusão: Até o presente momento, este é o primeiro estudo em nosso meio a demonstrar, utilizando a ferramenta NRS-2002, em que o risco nutricional é considerado um bom preditor de mortalidade e de outras complicações pós-operatórias, e deve ser considerado na avaliação de rotina destes pacientes.

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