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A Proteína de Matriz Gla Associa-se à Calcificação Coronária na Prevenção Primária e Eleva-se Após o Infarto Agudo do Miocárdio Simultaneamente à Ativação Inflamatória Mediada Pelo TGF-β1

Antonio Eduardo Pesaro, Marcelo Katz, Marcel Liberman, Carolina Pereira , Cristovão L. P. Mangueira, Ana E. Z. de Carvalho, Karina S. Carvalho, Cesar H. Nomura, Marcelo Franken, Carlos V. Serrano Jr
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

Introdução. As proteínas osteogênicas (POs) e a inflamação aterosclerótica modulam a calcificação vascular. Pacientes com infarto do miocárdio (IM) apresentam ativação inflamatória e progressão da calcificação arterial coronária (CAC) mais acentuadas do que pacientes com doença arterial coronária estável. Nosso objetivo foi: (a) testar a associação das POs e proteínas inflamatórias séricas com a CAC em pacientes submetidos a prevenção primária cardiovascular; e (b) avaliar esses biomarcadores nas fases aguda e subaguda pós-IM.

Métodos. Foram recrutados prospectivamente 170 pacientes, divididos em 3 grupos: (1) pacientes em prevenção primária submetidos à tomografia computadorizada das coronárias com escore CAC ≥ 100, n = 100; (2) pacientes em prevenção primária com escore CAC = zero, n = 30; e (3) pacientes pós-IM, n = 40, durante as fases aguda (3 ± 1 dias pós-IM) e subaguda (46 ± 17 dias pós-IM). As POs (osteoprotegerina, RANKL, fetuina-A e proteína de matriz glutâmica ácida [MGP]) e as proteínas inflamatórias séricas (proteína C-reativa, LDL oxidada, fator de necrose tumoral α e fator de crescimento tumoral [TGF] -β1) foram medidas no soro por ELISA. As associações das POs e das proteínas inflamatórias com a CAC foram ajustadas para idade, sexo e uso de estatinas. No grupo pós-IM, todos os biomarcadores foram comparados entre a fase aguda e subaguda, e entre a fase aguda e o grupo CAC zero.

Resultados. Comparados ao grupo CAC zero, os pacientes com CAC ≥ 100 eram mais velhos, predominantemente homens e tinham maior prevalência de hipertensão e diabetes. Após análise ajustada, apenas a MGP associou-se a escore de CAC ≥ 100 (OR 1,48 [IC 95% 1,01-2,16]; por aumento de 100 ng/ml, p = 0,047). No grupo pós-IM, a MGP e o TGF-β1 foram mais elevados na fase subaguda em comparação com a fase aguda (respectivamente, mediana [25-75 percentil] 342 vs. 279 ng/ml; p=0,01 e 711 vs. 492 pg/ml; p=0,03). Todos os biomarcadores foram semelhantes na fase aguda pós-IM e no grupo CAC zero.

Conclusão. A MGP associou-se a maior escore de CAC em pacientes submetidos a prevenção primária cardiovascular. Após o IM, os níveis séricos da MGP e da TGF-β1 aumentaram na fase subaguda. Nossos achados sugerem que a MGP possa ter um papel como biomarcador da CAC. Além disso, a elevação de TGF-β1 e de MGP suscita uma hipótese mecanística inovadora que implica na ativação inflamatória vascular pós-IM que pode estar relacionada à progressão acelarada da CAC nesse grupo de pacientes.

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