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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Consumo leve a moderado de álcool na vida real e isquemia miocárdica à Ecocardiografia sob Estresse Físico

VJB Fontes, FMS Conceição, MJS Souto, MS Silveira, JCOC Teles, IR França, IMS Cardoso, EV Melo, ACS Sousa, JLM Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - ARACAJU - SERGIPE - BRASIL , Clínica e Hospital São Lucas - Aracaju - Sergipe - Brasil

Introdução: O impacto do consumo de álcool na doença arterial coronária (DAC) permanece incerto. Embora os efeitos desse consumo à saúde sejam numerosos e, em maioria, prejudiciais à saúde, estudos divergem quanto a um efeito cardioprotetor ou a um fator de risco cardiovascular do consumo leve a moderado de álcool sobre a DAC. O objetivo do presente estudo foi estudar a relação do consumo leve a moderado de álcool na vida real com a isquemia miocárdica à ecocardiografia sob estresse físico (EEF).

Métodos: Trata-se de um estudo transversal analítico e descritivo, no qual foram estudados 6632 pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de DAC submetidos à EEF, de janeiro de 2000 a dezembro de 2015. Os voluntários foram divididos em dois grupos de acordo com a frequência de consumo de bebidas alcoólicas: grupo G1 - composto por 2130 (32,1%) pacientes cujo relato consistiu em número igual ou inferior a uma média de 1 dose de bebida alcoólica por dia para mulheres ou de 2 doses diárias de bebida alcoólica para homens; e grupo G2 - formado por 4502 (67,9%) indivíduos que referiram ausência de qualquer consumo de álcool.

Resultados: O grupo G1 apresentou maior frequência de indivíduos do sexo masculino (77,1%; p < 0,001), menor idade média (54,8 ± 10,3 anos; p < 0,001) e maior frequência de isquemia miocárdica à EEF (p = 0,014). À análise multivariada do modelo, observou-se que a idade (OR 1,02; [IC] 95% 1,02-1,03), o sexo masculino (OR 1,83; [IC] 95% 1,62-2,09), a dislipidemia (OR 1,84; [IC] 95% 1,61-2,1), a hipertensão arterial sistêmica (OR 1,55; [IC] 95% 1,34-1,79), o diabetes mellitus (OR 1,52; [IC] 95% 1,28-1,8), o tabagismo (OR 2,03; [IC] 95% 1,55-2,64) e história familiar positiva (OR 1,69; [IC] 95% 1,47-1,93) apresentaram-se independentemente associados à presença de isquemia miocárdica à EEF. Não foi observada associação entre o etilismo leve a moderado e a isquemia miocárdica (OR 0,96; [IC] 95% 0,83-1,11). No entanto, dentre as variáveis clínicas do modelo, observou-se associação entre idade, sexo masculino, tabagismo e dislipidemia com o consumo de álcool leve a moderado.

Conclusão: Etilismo leve a moderado na vida real não apresentou associação independente à presença de isquemia miocárdica à EEF. Porém, observou-se, no grupo dos etilistas, um predomínio de homens, tabagistas e dislipidêmicos, importantes variáveis preditoras de isquemia miocárdica.

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