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Anormalidades eletrocardiográficas em Jogadores de futebol profissional em São Paulo 2016

Filippo Aragão Savioli, Paulo José Gomes Puccinelli, Ruben Dario Chavez, Leandro Santini Echenique, Japy Angelini Oliveira Filho
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução e Objetivo: A principal causa de morte não traumática no esporte é a morte súbita (MS), sendo 90% de etiologia cardíaca. O ECG de um atleta pode distinguir padrões fisiológicos daqueles provavelmente patológicos que exigirão uma avaliação complementar. Este estudo tem como objetivo descrever as anormalidades eletrocardiográficas encontradas em um grupo de atletas profissionais de futebol do Estado de São Paulo.

Casuística e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo observacional transversal envolvendo 118 atletas profissionais de futebol masculino submetidos à avaliação pré-participação. Os ECGs foram divididos em: normal e anormal. Dentre o grupo ECG anormal houve uma distinção entre alterações benignas e alterações que necessitam de investigação.

Resultados: Dentre os resultados das avaliações, 59,3% (N=70) foram considerados normais e 40,6% (N=48) anormais. Dos classificados como anormais, 66,6% (N=32) apresentaram alterações classificadas como modificações consideradas fisiológicas (Grupo 1) e 33,3% (N=16) apresentaram alterações cuja investigação adicional é necessária pela possível sugestão de cardiopatias (Grupo 2). Dentro do Grupo 1, 3,1% (N=1) distúrbio de ritmo; 15,6% (N=5) bloqueio atrioventricular de 1o grau; 37,5% (N=12) repolarização precoce, 25,0% (N=8) sobrecarga ventricular esquerda isolada e 18,7% (N=6) atraso final de condução do ramo direito. Já no Grupo 2, 75% (N=12) inversão de onda T, 12,5% (N=2) desvio do eixo para a esquerda, 6,2% (N=1) bloqueio de ramo direito e  6,2% (N=1) sobrecarga biatrial.

Discussão: Sabe-se que a eletrocardiografia pode fornecer importantes informações acerca de alterações no miocárdio, sendo capaz de auxiliar no diagnóstico de doenças cardíacas. Entretanto, apresenta baixa especificidade, principalmente para atletas de elite, nos quais é comum ocorrer o remodelamento cardíaco, conhecido por coração de atleta. Nos resultados desta avaliação eletrocardiográfica 59,3% (N=70) foram considerados dentro dos limites da normalidade e 40,6% (N=48) foram classificados como anormais, sendo 27,1% (N=32) correspondentes a padrões esperados de resposta ao treinamento e 13,5% (N=16) suspeitos de cardiopatia.

Conclusão: A avaliação pré-participação e o ECG como método de triagem visa identificar possíveis sinais de risco, portanto é imprescindível para elegibilidade esportiva de atletas profissionais. Nesta análise a identificação de alterações suspeitas ao ECG em atletas profissionais praticantes de futebol atingiu 15%, o que é um número elevado e reforça a necessidade de avaliação pré participação

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