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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A ausência de aplicabilidade dos fatores de risco consagrados para morte súbita em uma coorte de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica

Maria Cristina Cesar, Murillo de Oliveira Antunes, Paula de Cássia Buck, Afonso Yoshikiro Matsumoto, Fábio Fernandes, Edmundo Arteaga-Fernandez, Charles Mady
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A morte súbita cardíaca (MSC) é a principal e mais temida complicação da cardiomiopatia hipertrófica (CMH) pelo potencial de ocorrência inesperada e repentina, inclusive pela possibilidade de se consolidar em primeira manifestação da doença. São fatores de riscos conhecidos pelos consensos internacionais para MSC: morte súbita abortada, história familiar de morte súbita, taquicardia ventricular não sustentada no Holter, síncope inexplicada, queda na pressão arterial (PA) durante o esforço, espessura de septo interventricular ≥30mm. Métodos: Acompanhamos 124 pacientes com diagnóstico de CMH confirmados pelo ecocardiograma, de novembro de 2006 à dezembro de 2016. Para análise estatística utilizamos o teste não paramétrico (qui-quadrado) e análise de sobrevivência com curva de Kaplan Meier, sendo considerado nível de significância de 5%. Resultados: A amostra foi de 124 pacientes com idade média de 38,7±12,6 anos; 61,1% do sexo masculino; 51,6% forma obstrutiva, 94,4% classe funcional I e II, sendo medidas ecocardiográficas: septo 24,2±6,2 mm; parede posterior 12,5±2,7 mm; átrio esquerdo 42,7±7,1 mm; diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo 43,02±5,3 mm; fração de ejeção 72,5%. A média de acompanhamento foi de 5,5 (0,4 – 9,2) anos, onde ocorreram 8 (6,45%) óbitos nestes períodos, com taxa de mortalidade de 1,55%. Na análise univariada com teste qui-quadrado, não identificamos associação estatística de morte com nenhum dos fatores de risco para MSC: sincope (p:0,44); TVNS (p:0,81), história familiar (p:0,77); queda da PA no teste ergométrico (p:0,24); septo> 30mm (p:0,14). Não houve diferença estatística da presença de 1, 2 ou ≥3 fatores de risco dos fatores de risco com morte tanto na análise com qui-quadrado (log rank 0,45) quanto na análise de sobrevivência com a curva de Kaplan Meier. Conclusão: Na coorte estudada de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica, os fatores de risco consagrados na literatura para MSC não apresentou associação com mortalidade, desta forma não foram capazes de identificar pacientes com alto risco de MSC. 

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