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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Valor prognóstico do teste cardiopulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca secundária à cardiomiopatia chagásica crônica

PEDRO VELLOSA SCHWARTZMANN, HENRIQUE TURIN MOREIRA, DENISE MAYUMI TANAKA, JULIO CESAR CRESCENCIO, LUCIANO FONSECA LEMOS DE OLIVEIRA, EDUARDO ELIAS VIEIRA DE CARVALHO, ROSS ARENA, ANDRE SCHMIDT, LOURENÇO GALLO JUNIOR, MARCUS VINICIUS SIMOES
FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - Ribeirão Preto - SP - Brasil, *Department of Physical Therapy - Illinois - Chicago - EUA

Introdução: O teste cardiopulmonar (TCP) possui valor prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca (IC). Contudo, há poucos dados sobre o valor prognóstico do TCP em pacientes portadores de cardiomiopatia chagásica crônica (CCC). O objetivo desse estudo foi analisar o valor prognóstico do TCP em uma coorte de pacientes com insuficiência cardíaca secundária à CCC. Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo incluiu pacientes com IC secundária à CCC submetidos a TCP limitado por sintomas. Os paciente foram classificados de acordo com o consumo pico de oxigênio (VO2pico) em 3 subgrupos: >18, entre 10-18 e <10mlO2.kg-1.min-1; presença de ventilação oscilatória no esforço (VOE); e inclinação da relação entre a ventilação e produção de dióxido de carbono (VE/VCO2 slope) < 35 e ≥ 35. No seguimento, foram considerados os desfechos combinados de morte cardiovascular e transplante cardíaco. A análise de sobrevida foi realizada utilizando-se curva de Kaplan-Meier, teste log-rank e modelo de regressão de Cox. Idade, sexo e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foram incluídos na análise multivariada. Estatística C de Harrell foi utilizada para verificar adequação dos modelos analisados. P<0.05 foi considerado significante. Resultados: Total de 93 pacientes, 51 homens, idade 56±14 anos, classe funcional da NYHA I=39%, II=29%; III=29%; IV=3%) com FEVE=43±18% foram incluídos no estudo, com seguimento médio de 1,87±1,32 anos. O valor médio do VE/VCO2slope e do VO2 pico foram respectivamente 36±11 e 16±6mlO2.kg-1.min-1. Onze pacientes (12%) apresentaram VOE. Ocorreram 30 eventos de interesse (26 óbitos e 4 transplantes cardíacos). Na análise univariada, todas as variáveis do TCP analisadas foram preditoras do desfecho combinado (logrank para VO2pico, VE/VCO2slope, e VOE foram p<0,001, p<0,001 e p=0,030, respectivamente). Na análise multivariada, o subgrupo de VO2pico < 10 mlO2.kg-1.min-1 e a presença de VOE foram associados ao desfecho combinado, independes de idade, sexo e FEVE (HR 5,72; intervalo de confiança (ICo) 95%: 1,17-27,76, p=0,03 e  HR: 3,32, 95% ICo: 1,35-8,15, p=0,009 respectivamente). Não houve associação entre VE/VCO2slope e o desfecho combinado na análise multivariada. Os modelos incluindo VO2pico e VOE mostraram estatística-C de 0.815 e 0.819 respectivamente. Conclusão: Em uma coorte de pacientes portadores de IC secundária à CCC, o TCP demonstrou valor prognóstico para predição de morte cardiovascular e transplante cardíaco. Menor VO2pico e presença de VOE mostraram valor prognóstico independentemente de idade, sexo e FEVE.

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