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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

REGRESSÃO DE LESÃO VALVAR AÓRTICA APÓS TERAPIA ANTICOAGULANTE EM PACIENTE COM ENDOCARDITE DE LIBMAN-SACKS E ANTICOAGULANTE LÚPICO POSITIVO

Karina Nogueira Dias Secco, Cássia da Silva Antico Rodrigues, Marina Gonçalves Rosa, Bruna Franco Nogueira, Ana Paula Mena Lousada, Caroline Ferreira da Silva Mazeto, Katashi Okoshi, João Carlos Hueb, Daniéliso Renato Fusco, Silméia Garcia Zanati Bazan
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

  

INTRODUÇÃO: A endocardite de Libman-Sacks (eLS) é uma manifestação cardíaca importante do lúpus eritematoso sistêmico (LES), com prevalência de 11%, afetando mais mulheres e associada à síndrome do anticorpo antifosfolípide. A vegetação acomete principalmente as bordas da valva mitral, sendo formada pela deposição de imunocomplexos, trombos de fibrina e plaquetas, cuja organização leva à fibrose e disfunção valvar. RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, 46 anos, procurou o Pronto Socorro apresentando fraqueza há 3 anos, com piora há 2 semanas, perda de peso, febre vespertina, sudorese noturna, hemoglobina:8,2g/dL, hematócrito:24%, linfopenia:923/mm3 e Coombs Direto positivo. Feito diagnóstico de anemia hemolítica auto-imune. Apresentava creatinina:1,7mg/dL, urina I:proteinúria+, anticoagulante lúpico e anticardiolipina positivos, fração C3 do complemento consumida, anti-SM>200, anti-DNA>200, FAN:1/640, fotossensibilidade e úlceras nasais, confirmando o diagnóstico de LES. Após dosagem de proteinúria de 24h, confirmou-se o diagnóstico de Nefrite lúpica. Por queixa de alteração visual, confirmou-se por fundoscopia Vasculite Lúpica (retinite) e lesões secundárias a êmbolos de endocardite (manchas de Roth). A tomografia de abdome evidenciou infarto esplênico. Os achados de lesões embólicas oftalmológicas e esplênicas levaram à hipótese de endocardite infecciosa (EI), sendo realizados ecocardiograma transtorácico, que evidenciou insuficiência aórtica leve/moderada e não foram visualizadas vegetações, e hemoculturas negativas. Então foi realizado o Ecocardiograma Transesofágico (ETE) que mostrou valva aórtica trivalvulada, com bordas dos folhetos coronariano direito e não coronariano espessadas e com aspecto nodular não móvel de ecogenicidade mista, causando insuficiência moderada/importante. Confirmado o diagnóstico de eLS, foi iniciada anticoagulação com warfarin, pulsoterapia com metilprednisolona e depois Ciclofosfamida por 6 a 12 meses devido a retinite, nefrite lúpica e anemia hemolítica. Após 7 semanas de tratamento, o ETE de controle mostrava valva aórtica espessada, porém sem o aspecto nodular presente no ETE prévio. CONCLUSÃO: A presença de eLS em valva aórtica como manifestação inicial do LES em paciente do sexo masculino não é uma apresentação típica desta doença. Torna-se importante o diagnóstico diferencial com EI para definir o tratamento. Foi indicada a anticoagulação devido anticoagulante lúpico e anticardiolipina positivos e fenômenos tromboembólicos, o que pode ter contribuído para a regressão da lesão valvar.

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