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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil Demográfico de Ambulatório de Anticoagulação Oral em Cardiologia em Hospital Terciário Universitário.

Agustini, Marjory F., Bispo, Iana C. M., Chierice, João R. A., Paz, Leticia N. F., Marçal, Paula C. , Pariz, Paula S., Lopes, Roberta S. V., Beltrami, Carlos E. C., Eto, Breno T. P., Schmidt, André
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO - - - BRASIL

Anticoagulação oral (ACO) é frequentemente indicada em Cardiologia em nosso meio. Contudo, são escassas as publicações relativas ao perfil dos pacientes atendidos, notadamente oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS) o que dificulta o planejamento estratégico para prover atendimento adequado. OBJETIVO: Descrever o perfil demográfico e clínico de pacientes em ACO por indicação cardiológica em hospital universitário vinculado ao SUS. MÉTODO: Revisão de prontuários com coleta de dados demográficos (Gênero, idade, estado civil, escolaridade) e clínicos (indicação para ACO e medicamento em uso) de uma coorte de pacientes em seguimento. RESULTADOS: Foram revisados todos os 942 prontuários da coorte. Houve equilíbrio na distribuição por gênero (50,3% mulheres), idade média de 60±13 anos, com 62% com ensino fundamental completo, seguido por 17% com ensino fundamental incompleto. Casados eram a maioria (53%) seguido por solteiros (22%). Indivíduos de raça branca correspondiam a 82% da população, seguido por pardos com 10%. A principal indicação isolada para ACO foi fibrilação atrial (FA) em 42,5%, seguida por prótese metálica em posição aórtica em 11% e trombo no ventrículo esquerdo em 9%. A associação de causas foi responsável pelo restante das indicações. Varfarina foi o medicamento utilizado em 95% dos pacientes e novos anticoagulantes orais(NOACs) não eram utilizados. O índice CHADSVASC variou entre zero (6%) e 8(0,3%), e 50% dos indivíduos apresentavam CHADSVASC ≤2. O índice HAS-BLED variou entre zero (19%) e 6(0,1%), estando 87% dos indivíduos com HAS-BLED ≤ 2. CONCLUSÕES: Pacientes em ACO no SUS apresentam baixo nível de escolaridade e tendem a ser mais idosos. A maioria dos indivíduos apresenta risco moderado para trombose e sangramento. Fibrilação atrial isolada foi a indicação mais frequente, sugerindo que a maior faixa etária dos indivíduos contribui para sua elevada prevalência. A não utilização de NOACs decorreu da indisponibilidade da medicação no SUS o que eventualmente deve ser revisto em estudo de farmacoeconomia pela potencial redução de exames laboratoriais de seguimento e maior espaçamento de consultas para avaliar a ACO.

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