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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Associação entre frequência cardíaca, pressão arterial sistólica, diastólica e média com a disfunção orgânica e gravidade à admissão em Unidade de Terapia Intensiva

WINNIE ALVES, Giovanna Pulze, Luciana Rocha Nogueira, Rubens Alves Carvalho Silva, Nilmar da Silva Bispo, Thiago Negreiro Dias, Alessandra Yuri Takehana de Andrade, Eduesley Santana Santos , Katia Grillo Padilha , Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini
ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - SÃO PAULO - SP - BRASIL

Introdução: Pacientes admitidos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) possuem uma demanda de cuidados específicos e de alta complexidade, principalmente em relação à gravidade em que se encontram. O uso de índices de gravidade se torna útil na avaliação do estado clínico do paciente, da eficiência da terapêutica instituída e ainda, na avaliação do desempenho das UTI no sentido de melhor utilização de recursos a serem aplicados. Os sinais vitais, além de compor os índices de gravidade e mortalidade, são parâmetros simples de avaliação e se constituem nos primeiros indicadores clínicos a serem avaliados à admissão em UTI. Entretanto, não se encontra atualmente na literatura qual a relação entre os sinais vitais no momento da admissão com a disfunção orgânica e gravidade do paciente. Objetivo: Identificar se existe associação da Frequência Cardíaca (FC), Pressão Arterial Sistólica (PAs), Diastólica (PAd) e Média (PAm) com a disfunção orgânica e a gravidade à admissão em UTI, apontando qual a contribuição do preditor identificado no aumento da disfunção orgânica e da gravidade admissional. Método: Estudo secundário cujos dados foram coletados em bases de dados pertencentes ao estudo primário “Caracterização clínica de adultos e idosos em UTI”. Foram analisados 890 prontuários pertencentes à casuística do estudo primário realizado em 9 UTI de um hospital universitário de grande porte na cidade de São Paulo, no ano de 2012. Dos registros, foram extraídos os dados FC, PAs, PAd e PAm aferidos de modo não invasivo na admissão, a disfunção orgânica (Logistic Organ Dysfunction System – LODS), e gravidade admissional (Simplified Acute Physiology Score II - SAPS II).Os dados foram analisados por meio de regressão linear. Resultados: Para cada batimento cardíaco a mais, a pontuação do LODS aumenta em 0,018 pontos (IC 95% 0,005-0,031; p<0,007; R2 0,015). Não foi encontrada associação entre a alteração de PAs (p = 0,481), PAd (p = 859) e PAm (p=0,420) com a disfunção orgânica. Do mesmo modo, para cada batimento cardíaco a mais, a pontuação do SAPS II aumenta em 0,067 pontos (IC 95% 0,017-0,117; p<0,008; R2 = 0,012). Não foi encontrada associação entre a alteração de PAs (p = 0,398), PAd (p = 948) e PAM (p=0,839) com a gravidade. Conclusão: Dentre os sinais vitais analisados, a FC foi o único preditor de disfunção orgânica e gravidade. O modelo composto pela combinação dos quatro indicadores explica apenas 1,5% da disfunção orgânica e 1,2% da gravidade, sendo necessário investigar outros fatores interferentes para melhor compreensão de sua associação. 

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