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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Utilização da ressonância magnética cardíaca em pacientes com infarto agudo do miocárdio com coronárias normais – Impacto na mudança de diagnóstico e terapêutica

Soeiro AM, Nakamura D, Bossa AS, Cesar MC, Leal TACT, Biselli B, Soeiro MCFA, Serrana Jr CV, Nomura CH, Oliveira Jr MT
Unidade Clínica de Emergência-InCor-HCFMUSP - São Paulo - SP - Brasil

 

Introdução: O real impacto da ressonância magnética cardíaca (RNMC) na mudança de diagnóstico e terapêutica ainda são desconhecidos. Métodos: Trata-se de estudo prospectivo observacional com objetivo de demonstrar o uso de RNMC no em pacientes com IAM com coronárias normais com foco na mudança de diagnóstico e tratamento. Foram incluídos prospectivamente 112 pacientes e obtidos dados demográficos e laboratoriais. Incluíram-se todos os pacientes com dor torácica e/ou alterações eletrocardiográficas associadas à valores elevados de troponina (> percentil 99%) na ausência de doença arterial coronária significativa (lesões com estenose < 50% do diâmetro do vaso) observado na cineangiocoronariografia e/ou angiotomografia coronária. Os critérios de exclusão foram instabilidade hemodinâmica e clearance de creatinina < 30 ml/min. Em todos os pacientes a RNMC (1.5T Philips scanner) foi realizada nas primeiras 48 horas aplicando-se as técnicas de realce tardio, hipersinal em T2 e cine mode em todos os pacientes. Análise estatística: Apresentada sob a forma de porcentagens e valores absolutos, calculados para cada item analisado). Em longo prazo o seguimento foi feito por curva de Kaplan-meyer com média de 19,22 meses.Resultados: Aproximadamente 57,1% eram homens e a média de idade foi de 68,7 anos. A troponina média encontrada foi de 5,69 ng/dL e 25% dos casos apresentaram-se como IAM com supradesnível de ST. A fração de ejeção de ventrículo esquerdo média encontrada na RNMC foi de 51,6%. Cerca de 32,1% dos casos apresentavam derrame pericárdico, 37,5% hipersinal em T2, 8,9% no-reflow, 75,9% tinham realce tardio miocárdico. O diagnóstico mais comum foi miocardite em 34% dos pacientes, seguido de IAM embólico em 23%, síndrome de Takotsubo em 12% e síndrome coronariana aguda em 9%. Em 71,4% dos pacientes estabeleceu-se um diagnóstico e em 69,6% houve mudança da terapêutica adotada após a realização da RNMC. No seguimento observaram-se 5 mortes (5,6%). Conclusão: Nesse estudo, em 71,4% dos pacientes com IAM com coronárias normais houve mudança no diagnóstico e em 69,6% da terapêutica adotadas após a realização da RNMC, mostrando a importância da aplicação do método nessas situações.  O diagnóstico correto possivelmente pode implicar em mudança prognóstica ao paciente.

 

 

 

 

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