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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Correção de refluxo paravalvar em pacientes de alto risco operatório

ALENCAR NETO, A. C, RIZERIO, B. G., SAMPAIO, R. O., LEMOS, P. A., SPINA, G. S., DE SANTIS, A. S., ROSA, V. E., VIEIRA, M. L. C., TARASOUTCHI, F.
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

 

Introdução: O refluxo paravalvar é uma complicação que ocorre em até 20% dos pacientes submetidos a troca valvar. Quando presente, pode levar a repercussões como insuficiência cardíaca ou hemólise. O tratamento de escolha é cirúrgico, entretanto, em casos com alto risco operatório, a intervenção percutânea  tem sido recomendada.

Relato: Paciente O.O.B, 58 anos, sexo feminino, apresentava há 4 meses dispnéia progressiva até aos mínimos esforços, ortopnéia, edema de membros inferiores, astenia, hiporexia, palidez e calafrios. Tinha antecedentes de valvopatia mitral reumática, com comissurotomia mitral há 19 anos, implante de prótese mitral biológica há 17 anos e implante de próteses mecânicas mitral e tricúspide há 12 anos. Apresentava também antecedentes de doença pulmonar obstrutiva crônica e intervenção cirúrgica para endomiocardiofibrose.

Em ecocardiograma transesofágico observou-se regurgitação paravalvar em prótese mitral metálica (dois jatos de regurgitação importantes - Fig 1A). Portanto, definiu-se diagnóstico de insuficiência cardíaca por refluxo mitral associada a anemia hemolítica e alto risco cirúrgico (EuroScore II 10.2%), optando-se por tratamento percutâneo de refluxo paravalvar.

O procedimento foi realizado em sala híbrida com oclusão de “leak” paravalvar mitral (área estimada de 1,06cm2) com prótese vascular do tipo plug III, 14-5 e 12-5, resultando em melhora clínica, remissão da anemia e mínimo refluxo paravalvar em ecocardiograma pós-operatório tridimensional (3D) (Fig.1B)

Conclusão: O tratamento percutâneo é uma opção válida e segura para o refluxo paraprótetico valvar em pacientes elegíveis. Esse tipo de procedimento deve ser mais divulgado para a comunidade cardiológica como recurso alternativo nos pacientes com alto risco para a cirurgia cardíaca convencional.

 

 

 

Fig.1 A) Pré-procedimento, imagem 2D, jato de regurgitação importante com efeito Coanda (seta) B) Pós-procedimento, imagem 3D, plug vascular do tipo III (cabeça de seta)

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