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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Internação por doenças cardiovasculares em Unidades de Terapia Intensiva não cardiológicas de um hospital geral

WINNIE ALVES, Bianca Paula Novaes Costa Miranda Alves, Michelle Nagamatsu, Giovanna Pulze, Luciana Rocha Nogueira , Nilmar da Silva Bispo, Katia Grillo Padilha, Eduesley Santana Santos, Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini
ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - SÃO PAULO - SP - BRASIL, INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL, UNIVERSIDADE TIRADENTES - ARACAJU - SE - BRASIL

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) estão associadas à alta morbimortalidade na população, relacionadas às suas complicações agudas e crônicas, sendo também fator de risco para outros agravos à saúde e internações hospitalares. Embora possa ser entendido que pacientes gravemente enfermos por afecções cardiovasculares sejam tratados em Unidades de Terapia Intensivas (UTI) cardiológicas, não se sabe ao certo com que frequência esses pacientes são admitidos e tratados em UTI gerais ou de especialidades não cardiológicas. Objetivo: Identificar quais as principais causas de internação por DCV em UTI não cardiológicas de um hospital geral e verificar se elas estão associadas ao sexo, à idade do paciente e à especialidade da UTI. Método: Por meio de um estudo secundário, foram investigados retrospectivamente os prontuários de indivíduos admitidos em 9 UTI de um hospital universitário de grande porte na cidade de São Paulo, no ano de 2012. Dos prontuários foram extraídos os seguintes dados: demográficos (sexo, idade e especialidade da UTI em que os pacientes foram admitidos) e clínicos (causa de internação e tipo de tratamento). A causa de internação foi categorizada em: cardiovasculares, cerebrovasculares e outras causas. Os dados foram analisados descritivamente, apresentando medidas de frequência, tendência central e distribuição.  Resultados: Dos 269 casos incluídos, 56,9% eram do sexo masculino, com idade média de 52,6±17,4anos. As DCV foram responsáveis por 10,4% de todas as internações nas UTI e as doenças cerebrovasculares por 15,6%. O Choque, sozinho, foi responsável por 42,9% das admissões por DCV, sendo o Choque do tipo Séptico responsável por 21,4% destes. As demais principais causas de admissão por DCV, depois do Choque foram a Insuficiência Cardíaca Descompensada (21,4% cada), seguidos por Infarto Agudo do Miocárdio (10,7%) e Urgência/Emergência Hipertensiva (10,7%). A especialidade com maior número de internações por DCV foi a Clínica Médica de Emergência (50,0%; p<0,005) para tratamento clínico (71,4%; p=0,001) nas primeiras 24h. Não foi encontrada associação entre sexo (p=1,000), idade (p=0,251) e internação por DCV. Conclusão: Observou-se grande frequência de admissões por doenças cardiovasculares, agudas ou crônicas descompensadas, em UTI não cardiológicas. Os resultados demonstram que mesmo nestas UTI, o enfermeiro deve estar preparado para o cuidado de pacientes que são admitidos por condições cardiovasculares, de modo a garantir um cuidado acurado, mais especializado, que atenda às demandas do paciente com segurança.

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