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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE EXPONENCIAL DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE RECUPERAÇÃO APÓS TESTE INCREMENTAL EM MULHERES COM SÍNDROME METABÓLICA

Lucas Raphael Bento e Silva, Acácia G. F. Leal, Fagner M. Alves, Viviane Soares, Camila Grasiele A. de Oliveira, João B. R. Dutra, Sávio B. L. Barros, Romes B. N. Sousa, Maria S. Silva, Ana C. S. Rebelo
Faculdade de Medicina/UFG - Goiânia - GO - Brasil

Introdução: A análise da cinética da frequência cardíaca (FC), especialmente no transiente final do exercício, tem se tornado uma ferramenta de extrema importância na avaliação da integridade do sistema cardiovascular. Uma resposta lentificada da FC ao término do exercício corresponde a uma baixa atuação da atividade parassimpática sobre o nodo sinoatrial, o que representa um aumento na probabilidade de desfechos cardiovasculares graves. 

Objetivo: Analisar a cinética a FC de recuperação (FCoff) em mulheres com e sem síndrome metabólica. 

Metodologia:Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição (Protocolo 784446). Estudo transversal composto por 34 mulheres subdivididas em dois grupos: grupo nãosíndrome metabólica (GNSM; n= 16; 38.57±8.22 anos) e grupo com síndrome metabólica (GSM; n=18; 43.62±8.51 anos).As voluntárias que participaram do estudo foram recrutadas via unidade de Estratégia de Saúde da Família e foram submetidas à coleta sanguínea, medidas antropométricas e aferição da pressão arterial com o intuito de diagnosticar a síndrome metabólica (SM). As voluntárias foram submetidas ao teste de esforço cardiopulmonar com protocolo do tipo rampa. Para captação dos dados da FC foi utilizado um cardiofrequencímetro (v800, Polar, Finlândia). Os dados exponenciais foram obtidos através da fórmula: HR (t) = HRpeak – a*(1–e -(t–TD)/τ). Análise estatística: Teste t para amostras independentes (p<0,05), a=5%. 

Resultados: Os parâmetros exponenciais da FCoff estão descritos na figura 1. A amplitude exponencial "amp" foi diferente entre os grupos, sendo maior no grupo GNMS (P < 0.005), o parâmetro “τ” (velocidade da FCoff) também foi diferente entre os grupos, sendo maior no grupo GMS (p = 0.032), já o parâmetro “HRPeak”  não foi diferente entre os grupos.

 

Figura 1. Comparação da frequência cardíaca pico e análise exponencial da cinética da FCoff entre os grupos com e sem síndrome metabólica

Conclusão: O grupo GSM apresentou lentificação na resposta da FC quando comparado ao GSM, mostrando redução na reativação vagal e manutenção da modulação simpática após exercício físico, evidenciando comprometimento da integridade neurocárdica nas mulheres com SM. 

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